TESTE DE FIDELIDADE | RAQUEL VERSUS DAMIEL
PEDROCK ROCK CITY – O Teste de Fidelidade, como todos sabem, é o maior programa da história da TV brasileira não comandado por Silvio Santos. Aproveitando a qualidade e originalidade do SITCOM apresentado pelo digno João Kléber, substituto natural do mestre citado acima, resolvi fazer uma análise SOCIAL, ANTROPOLÓGICA e GALHOFEIRA de alguns casos. Não haverá periodicidade e nem critérios de escolha. Quando eu tiver vontade, ânimo e achar que o caso valha a pena, estarei presente. Não leve a sério esse post, é uma brincadeira entre amigos e tal. Óbvio que eu não vou fazer análise social ou antropológica, não tenho bagagem para tal.
O primeiro caso a ser analisado é o que foi ao ar na noite de domingo, 21 de abril de 2013. Como sempre, são duas situações, e a que analisarei é a segunda, em que Raquel quer saber se seu marido, Daniel, é do time dos infiéis. A sedutora será a estreante Letícia.
Latifa (sim, eu mudo o nome dos personagens) é muito gostosa, e prova isso desfilando sua sensualid
ade numa faixa para cegos na Avenida Paulista. Aprovada. Esse é o começo do teste, coisa fina, de cinema, principalmente quando ela fica igual a um DIGLETT na limousine enquanto o automóvel passeia pela Paulista. (Tem um caminhão atrás dela, não é proibido passar caminhão na Paulista?). João Kléber enaltece a superprodução, e com razão. Certamente o marido da Luciana Gimenez tá despejando uma ótima verba para os testes.
Agora vejamos o testado: Damiel está num bar, com um ator — que ele nem sabe que é ator, óbvio — negociando um serviço de pintura.
Latifa, a sedutora, entra no bar e se aloca, sozinha, numa das mesas e começa a flertar com Damiel. O pintor, humilde e descrente que é, diz que ela é tão boa que não dá nem pra olhar. O ator diz que ela está flertando com Damiel, que recusa o fardo. Compreendo Damiel, uma gostosa dessas não olha pra cara nenhum, só espera. É uma pesca sem rede, vara ou isca, mas que dá certo.
O ator insiste muito para que Damiel vá falar com a moça, mas o humilde testado conhece suas limitações e permanece firme e forte na sua negação ao xaveco. Aí o ludibrioso ator se levanta e vai cortejar a solitária dama, que estava tão cheirosa que puemos sentir seu perfume através da televisão. Resultado: tá feita a merda. Em um show de atuação de Latifa e DAMIEL (o ator tem o mesmo nome do testado, só pra bagunçar as nossas mentes), fica-se decidido que a PRINCESA quer conhecer Damiel, o testado. Damiel, o ator, desdenha de Damiel, o pintor, mas leva Latifa pra mesa. Damiel, o ator, fica puto com Damiel, o pintor, e vaza embora, deixando a conta pro artista das obras pagar.
Enfim, sós. Latifa pode começar o #bote. Damiel claramente está assustado com a situação, o que é natural. Ele provavelmente sequer bateu punheta pra uma mina dessas vendo playboy, imagina ficar sozinho com ela numa mesa de bar, e por vontade dela. Aff, Damiel, é óbvio que é cilada.
Por ordem de JK, PARAMOS AQUE. Ele precisa apresentar a cônjuge de Damiel, a moça que desconfia da fidelidade do coloridor de superfícies. Conhecemos Raquel, a esposa. Trajando um vestido que, por unanimidade no tuíter, era uma capa de botijão de gás, Raquel adentra ao palco. Polido e educado como sempre, JK elogia a beleza da moça, buscando adjetivos inverídicos para nomeá-la. (esse é o único momento no programa em que JK mente, deixemos claro).
[Nota do redator: as Fideletes, assistentes de palco do JK, são muito lindas e gostosas, puta vida]
Raquel diz que quer testar a fidelidade de Damiel por ele ser BONZINHO DEMAIS. Ela certamente teve uma vida sofrida, com um pai que desrespeitava a mãe e descia o sarrafo nos filhos. Quando achou um homem de boa índole e sem má fé, desconfiou, já que estava acostumada com brucutus covardes e filhos da puta. JK fica incrédulo com o motivo do teste.
Volta o teste, e a sedutora Latifa já pergunta na lata se Damiel é casado. Ele já fode seu próprio barraco aí: diz que é solteiro. De vida simples, Damiel prova que estava no trabalho mostrando sua maleta de serviço, acomodada na cadeira do lado oposto da testadora. AÍ MUDA TUDO. Misteriosamente, Latifa pergunta se a esposa de Damiel sabe que ele está no buteco. Certamente uma falha causada pela ausência de um continuísta na produção do programa. Sigamos.
Damiel dá o véio gorpe e diz que sempre vai naquele buteco. Não ajuda na sedução, e Latifa, com uma meta a ser cumprida, muda o foco do papeado. Ela diz que está sozinha e, imediatamente, Damiel direciona sua calejada mão ao cabelo da donzela solitária. Damiel se oferece pra apresentar a metrópole, e Latifa aceita. O encobridor de reboque, então, pergunta para a moça se ela está DE À PÉ ou de carro. Aí Latifa solta o primeiro torpedo do amor e pergunta se não dá nada se o Damiel chegar mais tarde em casa, ele diz que não, e ela liga para o motorista. Mesmo ressabiado com o chofer, o testado diz que GANHOU NA LOTO. Surpreendendo a todos, Damiel arma uma pindureta de dar inveja a Tião Macalé e Mussum. Então, Latifa laça Damiel com seu cordame da sedução e o leva para sua limo.
Raquel, a esposa, já começa a dar sinais de descontrole. Natural, já que ela está vendo seu amado dentro de uma limo com uma gostosa. Latifa segue seu plano e começa a minar o psicológico de Damiel, perguntando do ciúme da esposa, a Raquel Ultragaz. O mago do pincel diz que a Raquel acredita que ele é fiel, mas ao mesmo tempo tem um ataque de suadouro, demonstrando seu nervosismo com a situação, que certamente se misturava com a ansiedade de desrespeitar o pai da moça com muita luxúria e sensualização.
Iniciam-se os contatos físicos, e Damiel começa com a pedreiragem típica de homens da lida braçal, desferindo golpes de ânimo na auto-estima física e financeira de Latifa. Aí Damiel faz a pergunta óbvia, que estava quicando em sua fuça desde o início das atividades: que que uma moça tão bonita feito você viu em mim? Latifa se esguia com destreza e diz que um homem como Damiel faz parte de seu seleto e refinado gosto por homens. Inocente, o coloridor de ambientes concorda e entrega o jogo. A batalha pela fidelidade está perdida.
Íntimos e cientes da ambígua busca pela bateção de virilhas, ambos aumentam o ritmo nos toques e elogios. Isso tudo enquanto eles falam de Raquel, que está no palco, já desprovida de compostura e questionando os atos de seu amado rapaz. Latifa propõe que Damiel abra uma champanhe, e o obediente fixador de colorantes estoura, com certa dificuldade, executa a manobra em busca do etílico, borbulhante e luxuoso líquido, enquanto menospreza a esposa Raquel e elogia a atriz Latifa. Xampa estourada, começa a festa.
Empolgado, o operador de som do estúdio emula o seu companheiro de trabalho que é empregado pelo senhor Carlos Massa, o Ratinho, e começa a zombante sonoplastia típica dos testes de DNA. Como tudo que é bom merece cópia, aprovamos o recurso.
Damiel, claramente estupefato com a situação e visivelmente um manate de gorós, mata sua taça de xampa numa golada só e, não satisfeito, PEDE pra Latifa se pode repetir a dose. Como a resposta foi positiva, o faz sem uma única pestanejada.
Damiel parte pro ataque, louco por uma bitoca debutante na deliciosa Latiifa. Ao notar a falha, o mago do compressor não perde a viagem e dá uma cafungada no cangote da loira ao seu lado. Latifa, claramente desconfortável com a situação — vale lembrar que é a estreia da moça na profissão de testadora de fidelidade — se desvencilha sorrateiramente e manda Damiel beber. Ele, óbvio, bebe. Seu interesse etílico estava claro.
Encorajada, Latifa permite contatos adeptos da libertinagem, e Damiel, já desprovido de desconfiança e dominado pelo tesão adoidado, aproveita para apresentar a palma de suas mãos às pernas de Latifa.
Raquel, já incrédula com a situação, começa a ameaçar JK, dizendo que ele já sabia de todo o acontecido. JK diz que já havia assistido tudo, deixando a esposa muito mais fula. A moça já ameaçou o marido de morte, dando uma prévia da tragédia que hipoteticamente pode acontecer no palco.
Na limo, Damiel já demonstra embriaguez e, ciente de suas limitações, diz a Latifa que já tá ficando chapado, e que não pode chegar assim em sua humilde residência, onde Raquel o espera ansiosamente. Bom GUIA TURÍSTICO que é, Damiel começa a apresentar a Avenida Paulista pra Latifa. Ali, naquela imponente avenida, Damiel certamente tem obras de arte criadas por ele, ocultas pela pressa do dia a dia dos importantes empresários e afins. Um artista sem público.
Ambos se dependuram no TETO SOLAR da limo e ficam parecendo um DUGTRIO AMPUTADO, enquanto Damiel, munido de sua cristalina taça de xampa, explica as redondezas pra Latifa.
Após um clipe musical do personagem #51 mutilado, o casal volta pro conforto da kombosa de luxo, e a libido de Damilel foi multiplicada por 69. O Picasso sem grife propõe uma ida ao motel, rolé recusado por Latifa, que deseja vê-lo no dia seguinte, mais cedo, pra aí sim partir pra ação carnal. Eles trocam telefone e Damiel deixa a limo em um local não identificado.
Paremos, pois JK exigiu isso. No palco, Raquel está muito brava, louca pela continuação das cenas. E elas continuam. Mais um clipe, megaprodução e blablablá, e Damiel entra na limo. Só que agora, amigos, agora temos IBAGENS de um helicóptero. MANO, UM HELICÓPTERO. Enfim, Damiel entrou na limo e EITA PORRA PAREMOS DE NOVO. JK quer falar. O apresentador explica a parafernália de filmagem e tal. Brava como nós, Raquel brada por imagens. Quer ver a consumação do fato, a semente dos córneos.
Ufa, voltamos ao teste. Damiel, agora com peita social e a porra toda, recomeça com as pedreiragens, todas incentivadas por Latifa. Em busca da felicidade, os braços de Damiel transitam pelo corpo de Latifa, movimentando-se mais que os de um maratonista de remo. Latifa evita as partes mais íntimas, mas permite o básico da pegação, tipo adolescente virgem que ainda não quer se entregar.
E o helicóptero, infelizmente não pilotado pelo Comandante Hamilton, segue sobrevoando a limo. É MUITO LUXO PRA UM INFIEL SÓ. Latifa cerra as frescuras e canta logo que quer ir pro motel. Damiel, embriagado pelo desejo, está descontrolado e não para de apalpar as carne da moça.
[Nota do redator: mano, parabéns por ter lido essa bosta até aqui. Eu já tô de saco cheio de escrever, imagina vocês, que estão lendo]
Papo vai, pao vem, mão sobe, mão desce, Raquel xinga e ameaça lá no palco, e os dois chegam no motel. Deve ser muito massa chegar num motel de limousine.
CHEGARAM NO MOTEL. Damiel e Latifa deitam na cama, e enfim suas mãos, acostumadas com broxas e pincéis, encontram os avantajados glúteos tão desejados. Latifa deita de ladinho™ e a sacanagem começa. Latifa certamente é a melhor testadora da nova era, o Teste de Fidelidade DdP (Depois de Portugal), mas ainda perde pras testadoras do Teste de Fidelidade AdP (Antes de Portugal). Porém está no caminho certo, mesmo sabendo que jamais chegará aos pés de Marcinha Imperator.
A esfregação segue e PARAÊ PARAÊ PORRA CARALHO, DE NOVO JK? Ele fala meia dúzia de palavras, e a gente, puto da vida, nem dá ouvidos.
Volta a esfregação, só que SURPRESA, e não é PARAÊ PARAÊ, o motel é sem teto, com visão pro céu e, ADIVINHEM, o helicóptero tá filmando tudo. Aí fica uma pegação sem precedentes DdP, e eu já tô de saco cheio de escrever detalhe, e eles ficam se pegando um tempão, e mesmo sem tirar uma peça de roupa, Damiel teve a melhor transa da vida dele, e o JK parou a bagaça mais umas 86 vezes. Enfim, vamos pular essa parte. Já é uma da manhã e eu tô puto de sono.
Voltando. Damiel tá lá, mais doido que tarado em puteiro, achando que vai passar o babão na Latifa, quando ela QUEBRA O CLIMAX e diz que quer ir pra casa dela, pra trepar lá. MANO, ela foi pro motel com o Damiel, o cara sequer tirou a carteira do bolso, a mina tá com mais roupa que freira, e ela resolve chamar o cara pra ir pra casa? PORRA DAMIEL, É ÓBVIO QUE É CILADA.
A Raquel tá possuída no palco, gente.
JK para de novo e explica que a limo não vai pra casa da Latifa, mas sim PRA REDETV!, AO VIVO, direto pra cova do leão, nas mãos da Raquel. Fodeu, Damiel. Eles enrolam mais um pouco e a porra da limo chega em OSASCO, na RedeTV! Comentários maldosos no tuíter disseram que é melhor ele se foder com a esposa que ficar perdido em Osasco.
ENFIM, JK vai receber o cara no estacionamento, e Raquel quer desesperadamente ir junto. JK solicita os serviços dos seguranças, inclusive do mito SEGURANÇA ANÃO. Eles conseguem conter a fúria de Raquel e evitam a sua fuga.
JK entra na limo e Damiel fica desesperado, num misto de indignação, frustração, raiva e medo. A merda tá feita e revelada. Num pique digno de genes Bolticos e Tergáticos, Damiel foge. Em vão. Os seguranças, juntos de JK, capturam o já cambaleante infiel, que sem entender nada, aceita a derrota.
JK, morto de cansaço, revela o teste, Raquel vem pro estacionamento, o pau quebra, eles vão pro palco, o pau quebra mais ainda, a Suzete — linda, tesuda, bonita e boazuda — dá seus pitacos e fim, acaba a bagaça.
MAAAANO
PEDROCK ROCK CITY – Cá estamos. Não pretendia mais voltar pro blog, mas fui obrigado por um motivo bem bizarro, se assim podemos definir. Uma das minhas primas está fazendo um curso pra COACHING de sei lá o que, e hoje eu fui uma cobaia de uma das atividades dela.
Ela fez uma puta análise sobre meus objetivos, métodos, prazos e mais um monte de coisa. Teve até infográfico. Aí me comprometi a fazer uma pá de coisa, e ela vai me supervisionar pra ver se eu realmente estou fazendo tudo. Postar no blog pelo menos VINTE E CINCO vezes por mês é uma dessas tarefas. Aff.
Ah, e não vale repetir muito tema. Ou seja, essa bagaça vai aderir ao POTINHO DA ALEATORIEDADE™ usado pelo amigo Leo Rossato em seu blog, que pode E DEVE ser acessado clicando aqui.
Isso é um post, creio. Então acho que já cumpri meu papel por hoje. Espero que essa experiência seja divertida. Vai dar pra brincar bastante com as #hashtags.
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EJACULAÇÃO PRECOCE (Rapidinhas do Borgo)
- Essa novela das nove tá chata pra caralho
- O Guerrero tá metendo gol pá caraio
- Sigo desempregado, mas tô de pião de obra aqui na reforma de casa
- Se eu fosse participar do The Voice, cantaria essa música:
ÓDIO ETERNO AO AUTÓDROMO MODERNO
PEDROCK ROCK CITY — Assim como a menina Nina/Rita, saí da cova. Deu vontade de escrever e resolvi escrever, depois de tanto tempo ausente. A vida não tá corrida e nem conturbada, mas escrever frequentemente é um dom que eu descobri que não tenho (ou desisti de ter, sei lá). Então, vou aproveitar essa LAPSO de vontade e vomitar umas letras por essas bandas ATEIADAS.
Então vamos. Hoje falaremos (hahaha, pior deixa pra assunto novo) da punição do garoto Sebastian Vettel, que se sentiu dono de seu QUINTAL alemão e usou uma área de escape para ultrapassar seu colega Jenson Button, passou e até subiu no pódio, mas depois teve sua vice-vitória TUNGADA pela organização da bagaça. Assim, o MEIA FASE inglês voltou ao seu posto secundário e foi feliz para todo o sempre. Vettel, tadinho, foi parar na quinta colocação — Kimi subir pra terceiro e Koba, pra quarto.
Agora analisemos. A punição, amigos, foi correta. Se tá no regulamento que não pode usar áreas extra-tangenciais para tirar proveitos próprios, então não pode, uai. Ou seja, os comissários não erraram em seu VEREDICTO. Errado está o regulamento, que não é claro e direto (acho). Cada caso é um caso, como diria o outro, e esse foi um caso que nem é tão atípico assim. Tem que ver isso aí.
(Não sei se esse regulamento realmente existe, já que fiquei com preguiça de pesquisar. Mas deve existir, senão os caras não tinham punido o moleque e tampouco a Red Bull teria ficado tão PIANINHA com essa história toda.)
Esse HIPOTÉTICO regulamento deve ser mais específico para ocasiões em que o piloto corta chicanes, o que faz todo o sentido. Talvez os amigos comissários tenham sido um pouco rigorosos, e acho que foram. Mas não erraram, apenas pegaram pesado. Seria válido dar um toque pra Red Bull chamar Seb no rádio e pedir pra devolver a posição, assim ninguém seria tão prejudicado.
O foda mesmo é essa F1 moderna, que tem mais asfalto fora da pista que dentro. Saudade das gloriosas britas beirando a linha branca e a grama ORVALHADA escorregando sem impunidade os mais afoitos ou menos talentosos. Ninguém mais abandona corrida na F1, e isso é chato demais. A saudosa, gloriosa e especial Minardi jamais teria pontuado na F1 atual, VISTO QUE nenhum puto mais ACARRADO abandona. Os caras erram, dão um rolé no asfalto pintado, perdem uma ou duas posições e voltam todos pimpões, como se nada tivesse acontecido.
A F1 pode estar emocionante na disputa por vitórias, pódios e títulos. Mas está chata demais por ser moderna demais, e isso está minando a base da categoria, que é a paciência dos fãs. A F1 é uma porcelana pedreirense: bonita, mas muito frágil.
ENFERMEIROS DA LEI
Anhembi — Era uma vez três SERELEPES garotos que estavam trampando na etapa do Anhembi da IndyCar, essa molhada e empoçada corrida de carros com quatro rodas que fazem VRUUUUUMMM bem alto. Então. Esses três MOLEQUES passaram por vários VÁRIOS V-Á-R-I-O-S seguranças e jamais foram barrados. Sequer olhados. Beleza.
Aí, eles passaram por várias curvas, poças d’água e muitos rios no meio do asfalto até chegarem na gloriosa Marginal Tietê. Ahhhh, a linda e marginal rota de tantos trabalhadores que fazem esse país funcionar. Dois desses trabalhadores, num caminhão todo adesivado e colorido, começou a xingar esses três rapazes. A CULPA ERA DELES por o trânsito estar todo fudido. Eles, os culpados, riram e seguiram.
AÍ, depois de andar mais um pouco, esses rapazes foram ABORDADOS de forma GROSSEIRA e AUTORITÁRIA por dois senhores que estavam ALOCADOS num veículo cuja inscrição de identificação dizia MEDICAL CAR. Os dois CÃES DE GUARDA perguntaram aos meninos qual era o veículo deles, após estes se identificarem como da gloriosa e aclamada imprensa. A resposta do cabrito mais alto foi linda: “Estamos a pé”. Huahuahauahuha. Os caras da AMBULÂNCIA DE LUXO pediram pros BOYS MAGIA entrarem no carro. Relutantes e CABAÇOS, eles entraram.
Insistiram e ninguém disse nada. Aí eles pediram o DOCUMENTO. O mais BRAVO E CORAJOSO dos PRESIDIÁRIOS pediu para eles se identificarem. Nada. Aí o bravo e corajoso ARREGOU (é o que dizem) e, após o ENFERMEIRO/SEGURANÇA pedir o documento do sujeito, ele entregou, só pra ver a farra. DIZ ELE.
Aí eles foram ENCAMINHADOS até a sala de imprensa, que, segundo os DOCTORS HOUSE era o lugar da imprensa. Beleza. Mas antes disso, uma das DONZELAS DA CURA queria CONFISCAR o material fotográfico do mais alto. É isso mesmo. Confiscar. Tomar o material. Censurar. Censurar. Coisa linda, coisa lok@.
É amigos. É essa a fórmula da emoção.
CHOVEU FODEU
Anhembi — Já instalados na sala de imprensa, tomando Tang laranja e ouvindo lorota dos poucos desocupados que cá já estão. Descolamos um MINI DAVID COOPER (ns) como meio de locomoção. Somos em cinco, sendo que há entre nós um dinossauro chamado Bertonssauro. Então, o dia não começou bem no APERTO do simpático carrinho.
Tá chovendo, e não é muito. E já tem ponto de alagamento na Olavo BIOTÔNICO Fontoura, bem na entrada do estacionamento dos SUBALTERNOS DO CAPITALISMO. E amigos… uma garoinha pode não melar a corrida, mas que vai atrapalhar, ah vai. E não estou brincando de DO CONTRA, longe disso. Falar que tá tudo bem, tudo lindo e tudo NOTA DEZ é confrontar a realidade.
Ontem a noite a gente deu um rolé (rolê?) no Sambódromo. Muitas poças nas áreas de escape, como no ano passado. Mas o degrau concreto-asfalto se foi e agora parece uma única superfície. O que mais chamou a atenção foi a zebra da primeira curva. Melhor dizendo, não é zebra, é UM MURO do PRESÍDIO do nosso amigo JACK ESTRIPADOR. Mas nem MISTER M consegue escapar daquele EVERESTE do automobilismo.



