Cara a cara

– Não vai dar certo…

– O que é que não vai dar certo, porra?

– Esse seu plano, cara.

– Qual deles?

– Esse maluco de mudar sua vida.

– Claro que vai. Vai demorar e eu vou me foder demais, mas sempre dá certo.

– Você sempre diz que sempre vai dar certo…

– O jogo ainda não acabou, como é que você sabe que não vai dar certo?

– É um ponto de vista interessante esse…

– Não é ponto de vista, pô. Quando eu estiver aguardando o beijo da morte, saberemos se deu certo ou não. O prazo é esse.

– O prazo é curto, rapaz. Você está ficando velho.

– Teu cu. Eu tô ficando melhor.

– Mas segue covarde.

– Covardia e insegurança são coisas diferentes, cara…

– Insegurança? Vai tomar no seu cu. Você é covarde pra caralho.

– Para…

– Para? Essa é a sua defesa?

– …

– Você foi corajoso ao decidir mudar. Mas você quer mesmo mudar?

– Quero… acho… talvez eu queira abrir um novo horizonte, um Plano B.

– HAHAHAHAHAHA como você é patético.

– Isso eu não vou contestar.

– Tá vendo. Você é tão covarde que nem se defende…

– Uai, quanta arrogância.

– É só com você.

– Vai tomar no seu cu.

– Belo argumento.

– Ah, eu não preciso ficar ouvindo isso.

– Mais uma vez não terminamos nossa conversa e…

– Tchau.

– Tchau nada. Até logo. Beeeem logo.

 

(Inspirado no post “Enfrentando Demônios“, do meu irmão Arthur Chrispin)

 

 

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A minha vida cabe numa Kombi

Minha vida cabe numa Kombi. Na verdade, ela está presente em quase todos os fatos marcantes dos meus 26 anos. Minha mãe foi pro hospital de Perua pra me conceber. Quando rumei pra minha casa, fui de Kombi, o primeiro carro que andei na vida. E é nessa mesma Kombi que mora a minha primeira lembrança quando pequeno.

Momentos marcantes, bons ou ruins. Meu avô faleceu dentro de uma Kombi, daquelas clássica movidas a gás. Enfarto fulminante, morreu com o cigarro aceso pendurado na boca. Ele era entregador de pão e leite aqui em Pedreira. Aí começou o meu vínculo com essa maravilha da engenharia automotiva. Eu nem era nascido, vale dizer. Meu pai, genro do vô, assumiu a profissão. E foi aí que a kombosa chegou em casa. Pai e mãe se casaram e a Kombi estava lá, agora com novo dono.

Dia dos Pais de 1995. Família reunida pra comemorar a data na casa da minha tia, vizinha da construção da nossa atual casa. Antes do almoço, a família toda desceu pra ver como estava a nossa casa. Menos as crianças. Ficamos na casa da tia. Tinha uma churrasqueira improvisada, feita de tijolo solto, além de uma garrafa de álcool e uma caixa de fósforo. Um litro de álcool jogado no carvão, um fósforo riscado e, depois da mini-explosão, as minhas duas pernas estavam queimadas. 

Lembro perfeitamente até hoje. Saí correndo pra minha futura casa gritando pra caralho. Pai e mãe já vieram desesperados ao meu encontro. Quando os vi, saltei no chão e, desesperado e sem entender nada, comecei a assoprar as minhas pernas. Mãe me pegou no colo, saltamos na Kombi e corremos pro hospital. Meu pai dirigiu uma Kombi como se ela fosse um carro de Fórmula 1. No hospital, fui tratado e liberado no mesmo dia. Voltei pra casa de Kombi com as feridas das cicatrizes que tenho até hoje.

Anos depois, recém mudados pra casa nova, numa noite de domingo, meu pai me faz um convite: “Jão, vamos trabalhar com o pai?” PORRA, EU TAVA SENDO CONVIDADO PRA TRAMPAR COM O MEU ÍDOLO. E DE KOMBI. Virei “padeirinho”, o ajudante do entregador. O pai dirigia e eu levava o pão pra porta dos clientes, além de atender quem viesse comprar pão, leite de saquinho ou pão doce na Kombosa.

Ganhei uns oito anos da minha vida assim, dividindo espaço com om botijão de gás, pães, leite e muita felicidade. Nesse período, trocamos de Kombosa. Foi-se a linda bege-calcinha-de-freira e veio a brancona que bebia gasolina. Meu pai seguiu nessa vida até eu terminar a minha faculdade. Todo dia entrando numa Kombi e levando o café da manhã da galera.

Também foi o primeiro carro que dirigi na vida. Aprendi vendo o meu pai dirigindo. Um dia, pedi se podia tentar e ele deixou. Montei no banco do patrão, apertei a embreagem (o barulho mais gostoso de se ouvir no mundo é o de embreagem de Kombi), engatei a primeira, pisei de leve no acelerador, comecei a levantar o pé da embreagem e… morreu. Hahahaha. Tentei mais algumas vezes, andeis uns quatro metros e parei. Deixa pra depois.

Hoje, a nossa Kombi segue na garagem. E ainda é muito útil. É o transporte que traz as mercadorias pra nossa mercearia, que sustenta a casa.

A minha vida cabe numa Kombi e eu me orgulho muito disso. 

 

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O ATLETISMO QUE SALVA OS GOLEIROS

Querido diário, a vida não têm sido fácil pra mim. Quando cheguei aqui no Joseense, pensei que as coisas melhorariam. São José dos Campos é uma cidade legal, grande e com muita mulher bonita. O time não é dos maiores, mas me dá uma boa estrutura pra treinar e morar. Enfim, achei que agora tudo daria certo. Hoje teve jogo.

Fomos bem na terceira divisão do Paulistão. Não subimos, mas fomos bem. (prefiro pensar assim. Às vezes um homem precisa mentir pra si mesmo). A Copa Paulista é a nossa chance de salvar o ano e, acima de tudo, pra dar mais munição pro meu empresário. A gente precisa subir mais degraus. Nada contra o padrasto do cara lá, mas prometi muito mais que isso quando deixei a casa dos meus pais. Que saudades dos meus pais, puta que pariu.

Pois bem. Hoje a gente estreou na Copa Paulista. Juventus, um time tradicional pra caralho, mas bem longe dos seus dias de glória. O foda é que foi lá na Javari. Nem liguei muito pra derrota por um a zero, nem pro sol castigante das dez da manhã. Longe disso. Fiz umas duas boas defesas, até. O problema é que a torcida me jogou muitas verdades na cara. Os filhos da puta me derrubaram.

Durante o jogo eu segurei bem a barra, mas na hora do banho eu desabei. Tinha uns sete caras lá que colaram na grade no segundo tempo, bem atrás do meu gol, meu território, onde eu mando, e começaram a me xingar. “Filho da puta, viado, jogador de time pequeno, caipira e a puta que pariu”. E teve mais.

“Fracassado”. Mano, eu não sou fracassado. Eu só estou começando a minha carreira. PORRA, nem falhei hoje. Eu não sou fracassado. Mas os caras diziam isso com tanta raiva que eu quase acreditei. Veja bem, eu jogo no Joseense e tal. Não é lá o sonho de um jogador de futebol. Mas é o que tem pra hoje. A vida segue e eu estou certo de que evoluirei.

Também disseram que eu tenho vergonha de jogar aqui no Tigre do Vale. Até duvidaram que eu tenha essa profissão marcada no meu feice. Não é por nada, mas essa parte até que é verdade. Mano, não pega bem com as mina se eu colocar isso como profissão. “Trabalha na empresa jogador do Joseense” não vai impressionar as gatinhas. É foda.

 Acabou o jogo e eu saí correndo daquele inferno, já cansado de ouvir aquele monte de bobagem. Quer dizer, as bobagens e as malditas verdades. Semana que vem tem outro jogo. Espero que não seja igual lá na Javari. Tomara que tenha pista de atletismo.  

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O DRAMA E A ARTE DE, SOBRETUDO, TORCER

Dez da manhã de um sábado de sol geralmente sacia com louvor o sono acumulado durante o ardor laboral dos dias anteriores. Mas gente engravatada acredita que seja uma boa hora para 22 homens entrarem em campo para vencer o sol e o adversário em busca das glórias que só o futebol pode dar para eles, com a esperança de que tudo vai melhorar. E já que tem jogo, tem gente pra torcer.

Dez da manhã de um sábado de sol e mil e trezentos (não declarados) financiadores do futebol real, dentre eles JAMELI, se aglomeravam em cadeiras fincadas no concreto histórico da tão famosa e charmosa Rua Jaravi, no glorioso Setor 2 do estádio e no cangote dos suplentes do JOSEENSE, alcunhado pela vida como Tigre do Vale, que sofriam com os dizeres dos rostos colados ao alambrado mais lindo do Brasil, para apoiar o Juve.

Dez da manhã de um sábado de sol lambendo o cangote, vento menos movimentado que o TAL DO GANSO em campo e a busca por uma vaga nas redes adversárias eram coisas banais perto das palavras que saiam da LAIA que assistia tudo aquilo. A Javari é a melhor escola do mundo para os pivetes que estão buscando seu lugar numa sociedade ávida por rispidez. Um jogo na Javari ensina mais xingamentos a um moleque que todo o resto da escola da vida. Não fica travesso, fica liso.

Dez da manhã de um sábado de sol e a corneta suprema reina, e toda ela não passa despercebida por um único pisante de grama. Muitos tremem. Muitos. O delírio coletivo explode em xingamentos a cada impedimento, correto ou não, marcado contra o time acolhedor. Velho xinga, novo xinga, gostosa xinga, pivete xinga. Não há perdão na Rua Javari.

 Onze da manhã de um sábado de sol e a torcida apoia os jogadores que ela MALEMÁ sabe o nome, mas que estão lá, fardando a peita grená, usada por tantos outros, buscando glórias pessoais que, por consequência, elevariam o poderio do time.

 Onze da manhã de um sábado de sol, momento perfeito para que MILHARES de cannolis sejam ingeridos por toda aquela gente, quase que como um prêmio pela disposição. E no meio do segundo cannoli, um gol no campo a favor do time da casa. Não há grito de gol mais bonito que o juventino. A euforia invade as bacadas, o infeliz mais feliz se quebra nas pernas de tanto comemorar e o jogo para para contemplar aquele momento extasiante.

Meio dia de um sábado de sol e o jogo acaba, o time vence, a vida segue. Munidos de felicidade, os mais humanos encostam-se na churrasqueira do Cebola, embebedam a alma com licor de cevada enquanto ouvem os miados entre uma mordida e outra no espeto das carnes mais nobres já vistas em terra mooquense. Eles carregam uma única certeza: se tem Juve, tem torcida.     

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TESTE DE FIDELIDADE | RAQUEL VERSUS DAMIEL

PEDROCK ROCK CITY – O Teste de Fidelidade, como todos sabem, é o maior programa da história da TV brasileira não comandado por Silvio Santos. Aproveitando a qualidade e originalidade do SITCOM apresentado pelo digno João Kléber, substituto natural do mestre citado acima, resolvi fazer uma análise SOCIAL, ANTROPOLÓGICA e GALHOFEIRA de alguns casos. Não haverá periodicidade e nem critérios de escolha. Quando eu tiver vontade, ânimo e achar que o caso valha a pena, estarei presente. Não leve a sério esse post, é uma brincadeira entre amigos e tal. Óbvio que eu não vou fazer análise social ou antropológica, não tenho bagagem para tal.

O primeiro caso a ser analisado é o que foi ao ar na noite de domingo, 21 de abril de 2013. Como sempre, são duas situações, e a que analisarei é a segunda, em que Raquel quer saber se seu marido, Daniel, é do time dos infiéis. A sedutora será a estreante Letícia.

Latifa (sim, eu mudo o nome dos personagens) é muito gostosa, e prova isso desfilando sua sensualidImagemade numa faixa para cegos na Avenida Paulista. Aprovada. Esse é o começo do teste, coisa fina, de cinema, principalmente quando ela fica igual a um DIGLETT na limousine enquanto o automóvel passeia pela Paulista. (Tem um caminhão atrás dela, não é proibido passar caminhão na Paulista?). João Kléber enaltece a superprodução, e com razão. Certamente o marido da Luciana Gimenez tá despejando uma ótima verba para os testes.

Agora vejamos o testado: Damiel está num bar, com um ator — que ele nem sabe que é ator, óbvio — negociando um serviço de pintura.

Latifa, a sedutora, entra no bar e se aloca, sozinha, numa das mesas e começa a flertar com Damiel. O pintor, humilde e descrente que é, diz que ela é tão boa que não dá nem pra olhar. O ator diz que ela está flertando com Damiel, que recusa o fardo. Compreendo Damiel, uma gostosa dessas não olha pra cara nenhum, só espera. É uma pesca sem rede, vara ou isca, mas que dá certo.

O ator insiste muito para que Damiel vá falar com a moça, mas o humilde testado conhece suas limitações e permanece firme e forte na sua negação ao xaveco. Aí o ludibrioso ator se levanta e vai cortejar a solitária dama, que estava tão cheirosa que puemos sentir seu perfume através da televisão. Resultado: tá feita a merda. Em um show de atuação de Latifa e DAMIEL (o ator tem o mesmo nome do testado, só pra bagunçar as nossas mentes), fica-se decidido que a PRINCESA quer conhecer Damiel, o testado. Damiel, o ator, desdenha de Damiel, o pintor, mas leva Latifa pra mesa. Damiel, o ator, fica puto com Damiel, o pintor, e vaza embora, deixando a conta pro artista das obras pagar.

Enfim, sós. Latifa pode começar o #bote. Damiel claramente está assustado com a situação, o que é natural. Ele provavelmente sequer bateu punheta pra uma mina dessas vendo playboy, imagina ficar sozinho com ela numa mesa de bar, e por vontade dela. Aff, Damiel, é óbvio que é cilada.

ImagemPor ordem de JK, PARAMOS AQUE. Ele precisa apresentar a cônjuge de Damiel, a moça que desconfia da fidelidade do coloridor de superfícies. Conhecemos Raquel, a esposa. Trajando um vestido que, por unanimidade no tuíter, era uma capa de botijão de gás, Raquel adentra ao palco. Polido e educado como sempre, JK elogia a beleza da moça, buscando adjetivos inverídicos para nomeá-la. (esse é o único momento no programa em que JK mente, deixemos claro).

[Nota do redator: as Fideletes, assistentes de palco do JK, são muito lindas e gostosas, puta vida]

Raquel diz que quer testar a fidelidade de Damiel por ele ser BONZINHO DEMAIS. Ela certamente teve uma vida sofrida, com um pai que desrespeitava a mãe e descia o sarrafo nos filhos. Quando achou um homem de boa índole e sem má fé, desconfiou, já que estava acostumada com brucutus covardes e filhos da puta. JK fica incrédulo com o motivo do teste.

Volta o teste, e a sedutora Latifa já pergunta na lata se Damiel é casado. Ele já fode seu próprio barraco aí: diz que é solteiro. De vida simples, Damiel prova que estava no trabalho mostrando sua maleta de serviço, acomodada na cadeira do lado oposto da testadora. AÍ MUDA TUDO. Misteriosamente, Latifa pergunta se a esposa de Damiel sabe que ele está no buteco. Certamente uma falha causada pela ausência de um continuísta na produção do programa. Sigamos.

Damiel dá o véio gorpe e diz que sempre vai naquele buteco. Não ajuda na sedução, e Latifa, com uma meta a ser cumprida, muda o foco do papeado. Ela diz que está sozinha e, imediatamente, Damiel direciona sua calejada mão ao cabelo da donzela solitária. Damiel se oferece pra apresentar a metrópole, e Latifa aceita. O encobridor de reboque, então, pergunta para a moça se ela está DE À PÉ ou de carro. Aí Latifa solta o primeiro torpedo do amor e pergunta se não dá nada se o Damiel chegar mais tarde em casa, ele diz que não, e ela liga para o motorista. Mesmo ressabiado com o chofer, o  testado diz que GANHOU NA LOTO. Surpreendendo a todos, Damiel arma uma pindureta de dar inveja a Tião Macalé e Mussum. Então, Latifa laça Damiel com seu cordame da sedução e o leva para sua limo.

Raquel, a esposa, já começa a dar sinais de descontrole. Natural, já que ela está vendo seu amado dentro de uma limo com uma gostosa. Latifa segue seu plano e começa a minar o psicológico de Damiel, perguntando do ciúme da esposa, a Raquel Ultragaz. O mago do pincel diz que a Raquel acredita que ele é fiel, mas ao mesmo tempo tem um ataque de suadouro, demonstrando seu nervosismo com a situação, que certamente se misturava com a ansiedade de desrespeitar o pai da moça com muita luxúria e sensualização.

Iniciam-se os contatos físicos, e Damiel começa com a pedreiragem típica de homens da lida braçal, desferindo golpes de ânimo na auto-estima física e financeira de Latifa. Aí Damiel faz a pergunta óbvia, que estava quicando em sua fuça desde o início das atividades: que que uma moça tão bonita feito você viu em mim? Latifa se esguia com destreza e diz que um homem como Damiel faz parte de seu seleto e refinado gosto por homens. Inocente, o coloridor de ambientes concorda e entrega o jogo. A batalha pela fidelidade está perdida.

Íntimos e cientes da ambígua busca pela bateção de virilhas, ambos aumentam o ritmo nos toques e elogios. Isso tudo enquanto eles falam de Raquel, que está no palco, já desprovida de compostura e questionando os atos de seu amado rapaz. Latifa propõe que Damiel abra uma champanhe, e o obediente fixador de colorantes estoura, com certa dificuldade, executa a manobra em busca do etílico, borbulhante e luxuoso líquido, enquanto menospreza a esposa Raquel e elogia a atriz Latifa. Xampa estourada, começa a festa.

Empolgado, o operador de som do estúdio emula o seu companheiro de trabalho que é empregado pelo senhor Carlos Massa, o Ratinho, e começa a zombante sonoplastia típica dos testes de DNA. Como tudo que é bom merece cópia, aprovamos o recurso.

Damiel, claramente estupefato com a situação e visivelmente um manate de gorós, mata sua taça de xampa numa golada só e, não satisfeito, PEDE pra Latifa se pode repetir a dose. Como a resposta foi positiva, o faz sem uma única pestanejada.

Damiel parte pro ataque, louco por uma bitoca debutante na deliciosa Latiifa. Ao notar a falha, o mago do compressor não perde a viagem e dá uma cafungada no cangote da loira ao seu lado. Latifa, claramente desconfortável com a situação — vale lembrar que é a estreia da moça na profissão de testadora de fidelidade — se desvencilha sorrateiramente e manda Damiel beber. Ele, óbvio, bebe. Seu interesse etílico estava claro.

Encorajada, Latifa permite contatos adeptos da libertinagem, e Damiel, já desprovido de desconfiança e dominado pelo tesão adoidado, aproveita para apresentar a palma de suas mãos às pernas de Latifa.

Raquel, já incrédula com a situação, começa a ameaçar JK, dizendo que ele já sabia de todo o acontecido. JK diz que já havia assistido tudo, deixando a esposa muito mais fula. A moça já ameaçou o marido de morte, dando uma prévia da tragédia que hipoteticamente pode acontecer no palco.

Na limo, Damiel já demonstra embriaguez e, ciente de suas limitações, diz a Latifa que já tá ficando chapado, e que não pode chegar assim em sua humilde residência, onde Raquel o espera ansiosamente.  Bom GUIA TURÍSTICO que é, Damiel começa a apresentar a Avenida Paulista pra Latifa. Ali, naquela imponente avenida, Damiel certamente tem obras de arte criadas por ele, ocultas pela pressa do dia a dia dos importantes empresários e afins. Um artista sem público.

Ambos se dependuram no TETO SOLAR da limo e ficam parecendo um DUGTRIO AMPUTADO, enquanto Damiel, munido de sua cristalina taça de xampa, explica as redondezas pra Latifa.

Após um clipe musical do personagem #51 mutilado, o casal volta pro conforto da kombosa de luxo, e a libido de Damilel foi multiplicada por 69. O Picasso sem grife propõe uma ida ao motel, rolé recusado por Latifa, que deseja vê-lo no dia seguinte, mais cedo, pra aí sim partir pra ação carnal. Eles trocam telefone e Damiel deixa a limo em um local não identificado.

ImagemParemos, pois JK exigiu isso. No palco, Raquel está muito brava, louca pela continuação das cenas. E elas continuam. Mais um clipe, megaprodução e blablablá, e Damiel entra na limo. Só que agora, amigos, agora temos IBAGENS de um helicóptero. MANO, UM HELICÓPTERO. Enfim, Damiel entrou na limo e EITA PORRA PAREMOS DE NOVO. JK quer falar. O apresentador explica a parafernália de filmagem e tal. Brava como nós, Raquel brada por imagens. Quer ver a consumação do fato, a semente dos córneos.

Ufa, voltamos ao teste. Damiel, agora com peita social e a porra toda, recomeça com as pedreiragens, todas incentivadas por Latifa. Em busca da felicidade, os braços de Damiel transitam pelo corpo de Latifa, movimentando-se mais que os de um maratonista de remo. Latifa evita as partes mais íntimas, mas permite o básico da pegação, tipo adolescente virgem que ainda não quer se entregar.

E o helicóptero, infelizmente não pilotado pelo Comandante Hamilton, segue sobrevoando a limo. É MUITO LUXO PRA UM INFIEL SÓ. Latifa cerra as frescuras e canta logo que quer ir pro motel. Damiel, embriagado pelo desejo, está descontrolado e não para de apalpar as carne da moça.

[Nota do redator: mano, parabéns por ter lido essa bosta até aqui. Eu já tô de saco cheio de escrever, imagina vocês, que estão lendo]

Papo vai, pao vem, mão sobe, mão desce, Raquel xinga e ameaça lá no palco, e os dois chegam no motel. Deve ser muito massa chegar num motel de limousine.

CHEGARAM NO MOTEL. Damiel e Latifa deitam na cama, e enfim suas mãos, acostumadas com broxas e pincéis, encontram os avantajados glúteos tão desejados. Latifa deita de ladinhoe a sacanagem começa. Latifa certamente é a melhor testadora da nova era, o Teste de Fidelidade DdP (Depois de Portugal), mas ainda perde pras testadoras do Teste de Fidelidade AdP (Antes de Portugal). Porém está no caminho certo, mesmo sabendo que jamais chegará aos pés de Marcinha Imperator.

A esfregação segue e PARAÊ PARAÊ PORRA CARALHO, DE NOVO JK? Ele fala meia dúzia de palavras, e a gente, puto da vida, nem dá ouvidos.

Volta a esfregação, só que SURPRESA, e não é PARAÊ PARAÊ, o motel é sem teto, com visão pro céu e, ADIVINHEM, o helicóptero tá filmando tudo. Aí fica uma pegação sem precedentes DdP, e eu já tô de saco cheio de escrever detalhe, e eles ficam se pegando um tempão, e mesmo sem tirar uma peça de roupa, Damiel teve a melhor transa da vida dele, e o JK parou a bagaça mais umas 86 vezes. Enfim, vamos pular essa parte. Já é uma da manhã e eu tô puto de sono.

Voltando. Damiel tá lá, mais doido que tarado em puteiro, achando que vai passar o babão na Latifa, quando ela QUEBRA O CLIMAX e diz que quer ir pra casa dela, pra trepar lá. MANO, ela foi pro motel com o Damiel, o cara sequer tirou a carteira do bolso, a mina tá com mais roupa que freira, e ela resolve chamar o cara pra ir pra casa? PORRA DAMIEL, É ÓBVIO QUE É CILADA.

A Raquel tá possuída no palco, gente.

JK para de novo e explica que a limo não vai pra casa da Latifa, mas sim PRA REDETV!, AO VIVO, direto pra cova do leão, nas mãos da Raquel. Fodeu, Damiel. Eles enrolam mais um pouco e a porra da limo chega em OSASCO, na RedeTV! Comentários maldosos no tuíter disseram que é melhor ele se foder com a esposa que ficar perdido em Osasco.

ENFIM, JK vai receber o cara no estacionamento, e Raquel quer desesperadamente ir junto. JK solicita os serviços dos seguranças, inclusive do mito SEGURANÇA ANÃO. Eles conseguem conter a fúria de Raquel e evitam a sua fuga.

JK entra na limo e Damiel fica desesperado, num misto de indignação, frustração, raiva e medo. A merda tá feita e revelada. Num pique digno de genes Bolticos e Tergáticos, Damiel foge. Em vão. Os seguranças, juntos de JK, capturam o já cambaleante infiel, que sem entender nada, aceita a derrota.

JK, morto de cansaço, revela o teste, Raquel vem pro estacionamento, o pau quebra, eles vão pro palco, o pau quebra mais ainda, a Suzete — linda, tesuda, bonita e boazuda — dá seus pitacos e fim, acaba a bagaça.

Pra quem não assistiu, tá aqui. http://www.youtube.com/watch?v=etCAkmYY45o

Campeonato Mundial EL SALVADOR de Clubes

PEDROCK ROCK CITY — (Post em constante atualização) O Campeonato Mundial EL SALVADOR de Clubes foi criado no tuíter pelo amigo El Salvador logo na primeira etapa do Paulistão desse ano. É bem simples: o Corinthians foi Campeão Mundial no final do ano passado e, a partir daí, baseado no campeonato mundial não-oficial de seleções, todo jogo é uma final. Se o detentor do título vencer ou empatar, segue campeão. mas se o desafiante vencer, ele será o novo LAUREADO.

Não entendeu? Vê a lista que logo você estenderá:

Atual campeão:


UNIVERSITARIO LIMA (PER)

___________

Próxima Final:

Lima | Sporting Cristal – Universitario Lima (28/04/2013)

CAMPEÕES
Ponte Preta – 16
Palmeiras – 3
Corinthians – 2
Sporting Cristal (PER) – 1
Melgar (PER) – 1
Universitario Lima (PER) – 1

HISTÓRICO:

Cidade | Jogo (Campeão em negrito)
Yokohama | Corinthians 1-0 Chelsea (ING)
Jundiaí | Paulista 1-1 Corinthians
São Paulo | Corinthians 0-1 Ponte Preta
Campinas | Guarani 1-3 Ponte Preta
Campinas | Ponte Preta 1-0 Oeste
Campinas | Ponte Preta 2-0 Penapolense
São Paulo | São Paulo 0-0 Ponte Preta
Itu | Ituano 3-3 Ponte Preta
Campinas | Ponte Preta 3-1 Santos
Campinas | Ponte Preta 1-1 São Bernardo
Lins | Linense 0-0 Ponte Preta
Campinas | Ponte Preta 3-1 São Caetano
Campinas | Ponte Preta 2-1 Atlético Sorocaba
Santa Bárbara d’Oeste | União Barbarense 1-1 Ponte Preta
Jundiaí | Paulista 0-1 Ponte Preta
Campinas | Ponte Preta 1-0 Botafogo-SP
Piracicaba | XV de Piracicaba 2-2 Ponte Preta
Itabaiana | Itabaiana 0-3 Ponte Preta
Campinas | Ponte Preta 1-2 Palmeiras
São Paulo | Palmeiras 1-0 Libertad (PAR)
São Paulo | Palmeiras 4-1 Guarani
Lima | Sporting Cristal (PER) 1-0 Palmeiras
Arequipa | Melgar (PER) 3-0 Sporting Cristal
Lima | Universitario Lima (PER) 3-0 Melgar

MAAAANO

cutchupPEDROCK ROCK CITY – Cá estamos. Não pretendia mais voltar pro blog, mas fui obrigado por um motivo bem bizarro, se assim podemos definir. Uma das minhas primas está fazendo um curso pra COACHING de sei lá o que, e hoje eu fui uma cobaia de uma das atividades dela.

Ela fez uma puta análise sobre meus objetivos, métodos, prazos e mais um monte de coisa. Teve até infográfico. Aí me comprometi a fazer uma pá de coisa, e ela vai me supervisionar pra ver se eu realmente estou fazendo tudo. Postar no blog pelo menos VINTE E CINCO vezes por mês é uma dessas tarefas. Aff.

Ah, e não vale repetir muito tema. Ou seja, essa bagaça vai aderir ao POTINHO DA ALEATORIEDADE usado pelo amigo Leo Rossato em seu blog, que pode E DEVE ser acessado clicando aqui.

Isso é um post, creio. Então acho que já cumpri meu papel por hoje. Espero que essa experiência seja divertida. Vai dar pra brincar bastante com as #hashtags.

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EJACULAÇÃO PRECOCE (Rapidinhas do Borgo)

– Essa novela das nove tá chata pra caralho

– O Guerrero tá metendo gol pá caraio

– Sigo desempregado, mas tô de pião de obra aqui na reforma de casa

– Se eu fosse participar do The Voice, cantaria essa música:

%d blogueiros gostam disto: