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Ano novo nada novo

PEDROCK ROCK CITY – Já temos três brasileiros confirmados na Indy em 2011. Três dos mais experientes da categoria, por sinal. Helio Castroneves na abonada Penske; Tony Kanaan na wannabe De Ferran Dragon e Vitor Meira na, hum, na Foyt. E o que esse trio pode fazer ano que vem? Bom, não podemos saber com certeza, mas podemos chutar. Então chutemos.


Helio Castroneves: único brasileiro com chances de lutar por vitórias. Helio tem um ótimo carro, uma ótima equipe de mecânicos, um ótimo orçamento e vive um ótimo momento em sua carreira. Três vezes  campeão das 500 Milhas de Indianápolis, o riberãopretano ainda não conquistou seu título da categoria. Em 2010, viu seu novo companheiro de equipe, o australiano Will Power, roubar toda a atenção na equipe, com excelentes atuações nos circuitos mistos. Mas pecou nos ovais. E aí é que Helio sai ganhando. O piloto de 35 anos pilota bem nos dois tipos de pista. 2011 é o ano do ‘vamos ver’ para ele. Vamos ver.

Tony Kanaan: pra quem está vendo de fora (e olha que nem tanto), ficou a impressão de que Kanaan foi apunhalado por Michael Andretti no final de 2010. Sem o patrocínio da 7-Eleven, parceira de longa data do baiano, o piloto se viu sem orçamento para seguir na equipe, que claramente não fazia muita questão de continuar contando com seus serviços. E bem prestados. Tony sempre liderou a equipe, dando a ela o campeonato de 2004. Mas com Danica Patrick, estrela midiática da Indy, e Marco Andretti, herdeiro da bagaça, ao lado, tudo ficou mais complicado. Tony poderia ter saído e ido para a Ganassi no final de 2008. Sei lá, o tuíter dá uma falsa impressão de que conhecemos quem seguimos, e com esse pseudo-conhecimento, arrisco dizer que Kanaan não se arrependeu de ter continuado na Andretti. Certo ele. Arrepender-se não vai mudar nada. Vida nova na De Ferran. Mas sejamos realistas. Se conquistar quatro Top Fives no ano, Kanaan pode comemorar.

Vitor Meira: uma vez, não lembro em que canto, disse que o Meira é o Nick Heidfeld da Indy. Tá aí por vários anos, mas nunca venceu. Tem talento, e o Meira tem, é sério, mas nunca está no lugar certo e na hora certa. Heidfeld esteve, mas mesmo assim não levou a sua. É complicado, porque várias coisas entram em jogo. Vettel ganhou de Toro Rosso, enquanto Justin Wilson ganhou de Dale Coyne. Mostra que dá pra ganhar com equipes menores. E Meira, com a Foyt e com todo o respeito, nunca vai ganhar na Indy. A realidade é forte e machuca, mas infelizmente é assim. Não tem como. Será o terceiro ano de Meira na equipe, e até agora o máximo que ele conseguiu foi um terceiro lugar em 2010, em São Paulo. Tá certo, Meira se machucou em 2009 e perdeu quase toda a temporada, mas dificilmente teríamos algo diferente. A Foyt é ‘boa’ em circuitos ovais, é só olhar os resultados de 2010. Mas com todas essas Ganassi e Penske, pensar em vitória é algo, digamos, surreal.

Mas é esperar. Só teremos respostas concretas no final de 2011.

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