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Making up for the lost ground

PEDROCK ROCK CITY – Chorem, pobres mortais. A inspiração voltou. E este fatídico, pútrido e mazembe (sem tirar os truta colorado, longe disso, mas Mazembe parece adjetivo diminutivo e depreciativo) blog volta aos trilhos, mesmo que estes sejam bem tortos. E voltei pra falar da etapa de Milwaukee da Indy, após uma lacuna de três etapas automobilísticas.

E tenho a dizer que Tony Kanaan errou. Mas seu principal erro não foi o que o fez perder a traseira de seu KV #82 na quarta de quatro curvas do oval de Wisconsin.  O principal erro foi achar que precisava forçar o ritmo para lutar pela vitória. Kanaan foi com sede ao pote, com o perdão do clichê, e jogou um ótimo resultado fora. Digo isso por um motivo concreto. Em situação normal, o baiano teria mais um pódio garantido.

Lembrando que não gosto de suposições, mas achei essa bem válida.

Usando uma lógica simples, baseada na corrida toda e no panorama apresentado após a bandeira amarela causada pelo Ernesto José Viso, Kanaan tinha um terceiro lugar garantido, certo?  Isso supondo que Franchitti e Castroneves ficassem adiante dele. Mas como Castroneves teve um pneu furado, Kanaan teria, hipoteticamente e sempre hipoteticamente, a segunda colocação, mesmo com Rahal forte.

Não tiro o mérito de Kanaan e seu espírito competidor. Longe disso, já que essa é uma de suas melhores características. E entendo o motivo por ele tanto buscar essa vitória. A redenção perfeita. Mas eu acho que garantir um pódio seria algo mais sensato. Principalmente pensando no campeonato como um todo. Se segundo fosse, Kanaan hoje estaria na terceira colocação do certame (assumindo uma conta bem simples e nada elaborada, é bom dizer), e não na sexta.  Mas é isso. Essa é a graça do automobilismo. Não deixo de dar razão ao que ele disse depois da corrida. “Eu prefiro errar tentando a não tentar nada”. É isso. Mas já foi, não tem mais volta. Pelas circunstancias da pré-temporada, Kanaan já é um dos vencedores da temporada, mesmo que ela termine com um sexto lugar.

Rapidinhas de lo Buergo:

— Palmas, palmas e mais palmas para Oriol Servià e James Hinchcliffe. Suas mãos assistem e comandam o renascimento da grandiosa Newman-Haas. E é assim que deve ser.

— Power evoluiu muito nos ovais. Mas o que vai dar o título ao australiano é a mudança nipônica. Com a saída do oval de Motegi e ida da prova para o traçado misto do belo complexo automobilísco, suas chances, digo eu, dobraram.

— Ryan Hunter-Reay, novo encarrehado de comandar a Andretti, tem como melhor resultado na temporada uma nona colocação e é apenas o 21º colocado na tabela. Sem mencionar o fiasco do Bump Day. Hum.

— Tagliani com duas poles? Surpreendente. É a força de Sam Schmidt nos circuitos de aceleração plena. Mas pegou vácuo, fudeo tudo. Vide as duas corridas.

— Próxima etapa já é nesse sábado, em Iowa. Oval curto com inclinação? Já dá essa vitória pra Penske, vai. E olho em oriol Servià.

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  1. Al Unser Jr.
    21/06/2011 às 08:11

    Pora Borgo… pensei que tinha sumidiu… achei que o Bruno do Flamengo tinha te visitado kkkk

  2. 21/06/2011 às 08:19

    Bienvenido de vuelta, Buergo.

    Wisconsin… terrível. Ontem, escrevi “Winscosin” no post do desastrado Viso. É muito mais simpático. Sugiro ao governo americano que renomeiem rapidamente a porra daquele estado.

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