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O fim das torres e do alicerce

PEDROCK  ROCK CITY – Ainda é forte a lembrança que tenho daquele 11 de setembro de 2001. Aquela lembrança que você sabe que será eterna, que os sons do momento ainda são vivos, os odores ainda são fortes e a cabeça ainda fica confusa… É bem isso. Estávamos em aula. De geografia. Aquela aula mequetrefe que o professor da oitava série da escola pública empurra com a barriga pra pivetada de 15 anos, e a maioria nem dá muita importância para o que o cara fala lá na frente. Mas nesse dia ele chamou a atenção.

Era o professor Jair, um cara com – sei lá – uns 40 anos. Petista e metido em política, foi candidato a vereador aqui de Pedreira e tal. Lembro exatamente como foram as frases dele: “Nessa madrugada assassinaram o Toninho, prefeito de Campinas. E também houve um atentado terrorista nos EUA. Um avião bateu no World Trade Center…” Foi assim, nessa ordem. Primeiro o Toninho, depois o atentado. Eu não entendi muito bem nenhuma das duas coisas. “Mas que porra é esse World Trade Center?”, me questionei no alto da ignorância de minha adolescência. E “quem é esse Toninho?”. Essa, do Toninho, me pegou a atenção de uma forma mais forte que o atentado que aconteceu sei lá onde. Acho que até fiquei meio indignado com isso.

Mas quem era esse Toninho? Fui só aprender quem era Toninho quando cheguei na faculdade, cinco ou seis anos depois desse triste dia.

Aprendi muito sobre o Toninho. Aprendi a respeitar o Toninho do PT. Meus bons e grandes amigos Otávio, Reginei e Cabelo, mesmo sem fazer ideia, me mostraram quem é Toninho. E quando eu ouvia esses papos, de alguma forma eu lembrava desse episódio, daquele 11 de setembro. Aí comecei a entender as lágrimas nos olhos do professor de geografia. E percebi que aquela minha reação confusa foi meu primeiro ato esquerdista. Não que eu seja um esquerdista atuante nos dias de hoje. Eu simpatizo com a ideia, tenho ideais baseados nisso, e vejo que a origem dos meus pensamentos políticos atuais nasceram naquela manhã, já que nunca tive influência política na minha casa.

E é por isso que nesse 11 de setembro de 2011 eu não vou lembrar de duas torres que caíram após aviões tripulados serem usados como mísseis letais. Não. Eu vou me lembrar dos dez anos de impunidade, de uma mídia de grande porte que ignora e não se importa com esse crime – que muitos dizem ser político -, que é ignorado pelo Ministério Público e por muitas autoridades. E, por uma coincidência das piores, é encoberto por essa tragédia gigantesca, mundial.

Mas Toninho jamais será esquecido.

No dia que as duas torres ruíram, o alicerce de uma cidade que seria reerguida com política social e voltada pra quem precisa deixou de existir. Aquela dia matou muitos sonhos e muitos planos. E matou um grande homem.

Pois deixo como dica um belo documentário que conta, mesmo sem querer contar, o que Toninho foi para Campinas. E o mantém vivo nos corações de milhares de companheiros de luta. (Sempre choro nesse documentário)

São duas partes.

e

 

 

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