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O DRAMA E A ARTE DE, SOBRETUDO, TORCER

Dez da manhã de um sábado de sol geralmente sacia com louvor o sono acumulado durante o ardor laboral dos dias anteriores. Mas gente engravatada acredita que seja uma boa hora para 22 homens entrarem em campo para vencer o sol e o adversário em busca das glórias que só o futebol pode dar para eles, com a esperança de que tudo vai melhorar. E já que tem jogo, tem gente pra torcer.

Dez da manhã de um sábado de sol e mil e trezentos (não declarados) financiadores do futebol real, dentre eles JAMELI, se aglomeravam em cadeiras fincadas no concreto histórico da tão famosa e charmosa Rua Jaravi, no glorioso Setor 2 do estádio e no cangote dos suplentes do JOSEENSE, alcunhado pela vida como Tigre do Vale, que sofriam com os dizeres dos rostos colados ao alambrado mais lindo do Brasil, para apoiar o Juve.

Dez da manhã de um sábado de sol lambendo o cangote, vento menos movimentado que o TAL DO GANSO em campo e a busca por uma vaga nas redes adversárias eram coisas banais perto das palavras que saiam da LAIA que assistia tudo aquilo. A Javari é a melhor escola do mundo para os pivetes que estão buscando seu lugar numa sociedade ávida por rispidez. Um jogo na Javari ensina mais xingamentos a um moleque que todo o resto da escola da vida. Não fica travesso, fica liso.

Dez da manhã de um sábado de sol e a corneta suprema reina, e toda ela não passa despercebida por um único pisante de grama. Muitos tremem. Muitos. O delírio coletivo explode em xingamentos a cada impedimento, correto ou não, marcado contra o time acolhedor. Velho xinga, novo xinga, gostosa xinga, pivete xinga. Não há perdão na Rua Javari.

 Onze da manhã de um sábado de sol e a torcida apoia os jogadores que ela MALEMÁ sabe o nome, mas que estão lá, fardando a peita grená, usada por tantos outros, buscando glórias pessoais que, por consequência, elevariam o poderio do time.

 Onze da manhã de um sábado de sol, momento perfeito para que MILHARES de cannolis sejam ingeridos por toda aquela gente, quase que como um prêmio pela disposição. E no meio do segundo cannoli, um gol no campo a favor do time da casa. Não há grito de gol mais bonito que o juventino. A euforia invade as bacadas, o infeliz mais feliz se quebra nas pernas de tanto comemorar e o jogo para para contemplar aquele momento extasiante.

Meio dia de um sábado de sol e o jogo acaba, o time vence, a vida segue. Munidos de felicidade, os mais humanos encostam-se na churrasqueira do Cebola, embebedam a alma com licor de cevada enquanto ouvem os miados entre uma mordida e outra no espeto das carnes mais nobres já vistas em terra mooquense. Eles carregam uma única certeza: se tem Juve, tem torcida.     

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Categorias:Uncategorized
  1. 15/07/2013 às 21:27

    Muito loco velho. Conseguiu, sem dúvida, transpor o q é torcer por um time de futebol. Quando um vitória faz a vida valer a pena.

  2. 16/07/2013 às 10:49

    Republicou isso em reblogador.

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